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CÚPULA DO CLIMA

Presidência lança mapas do caminho para a transição e o fim do desmatamento

Próxima edição da Conferência começa nesta sexta, 9, e seguirá até 20 de novembro, em Antália, na Turquia.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 04/11/26 12:00
Presidência lança mapas do caminho para a transição e o fim do desmatamento
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presidência da 30ª Cúpula do Clima das Nações Unidas, sob responsabilidade do Brasil, propôs que o mundo impulsione a transição energética rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis e sugeriu um conjunto de ações até 2033

Documentos foram apresentados pela comitiva brasileira uma semana antes do início da COP31, na Turquia/Foto: Divulgação.
O presidente da Cúpula, André Corrêa do Lago, e a CEO da COP30, Ana Toni, apresentaram, nesta terça-feira, 3, dois roteiros para a próxima edição do evento, a COP31. Um dos documentos serve para orientar a transição energética e outro para zerar o desmatamento até 2030. A próxima COP será realizada de 9 a 20 de novembro, na Turquia.

Uma das diretrizes, o "Mapa do caminho da transição rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis", sugere um cronograma para iniciar o processo de mudança e indica medidas como: a eliminação gradual de subsídios a esses recursos e o incentivo financeiro ao desenvolvimento de energia limpa.

Durante a COP28, em Dubai, os países concordaram pela primeira vez em promover uma transição "para longe" dos combustíveis fósseis. Mas, desde então, não houve uma definição de como isso será feito. No ano passado, na COP30, em Belém, o tema voltou a circular, com o Brasil liderando o assunto pela criação de um roteiro global para cumprir a tarefa.

Como não havia consenso entre os países para estabelecer a medida dentro da negociação oficial da COP-30, o presidente da cúpula decidiu assumir a responsabilidade de elaborar um documento sobre o tema e oferecê-lo como uma contribuição ao processo, sem caráter impositivo. O documento elaborado pela presidência recebeu a contribuição de 115 países.

O cronograma proposto pela presidência da COP é dividido em três fases e vai de 2028 até 2033. As fases abordam reformas de subsídios, ampliação de oferta de energia limpa, entre outros pontos. Veja alguns pontos prioritários.

Até 2028

- Os países devem fazer uma autoavaliação e construir seus próprios mapas do caminho;

- Também devem estabelecer cooperações público-privadas e desenvolver estratégias de pesquisa de baixo carbono;

- E promover a reforma dos subsídios e incentivos aos combustíveis fósseis.

2029 a 2030: 

Foco na transformação física dos sistemas de energia - Escalonar a eletrificação e uso de fontes de energia de baixa emissão, com ganho de eficiência energética;

- Alinhar incentivos fiscais, gastos públicos e sinais de mercado;

- Reforçar transparência e mecanismos de taxonomia (sistema de classificação que define quais atividades econômicas são sustentáveis);

- E promover o planejamento territorial para mitigar os impactos da transição em comunidades e regiões diretamente dependentes dos combustíveis fósseis.

2031 a 2033 

Ajuste na oferta e implantação em larga escala - - Promover a diversificação de oferta de energia limpa e reforçar a segurança energética;

- Fortalecer sistemas de energia digital;

- Ampliar a implementação de tecnologias que contribuam para a energia limpa e de combustíveis sustentáveis.

Combustível fóssil 

O roteiro traz também um conjunto de indicadores para que os países possam fazer um diagnóstico de qual situação está em relação ao uso de combustíveis fósseis. Embora crie modelos onde cada país pode se enquadrar de acordo com as características estabelecidas, o documento não rotula as nações, ficando a cargo de cada uma delas promover esse diagnóstico.

Os documentos levam em consideração o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, que sugere que nações desenvolvidas liderem o processo de transição.

Em um comunicado divulgado após a publicação dos roteiros, o Observatório do Clima, rede que reúne 133 organizações e institutos de pesquisa da área, afirma que é necessário que o Brasil dê o exemplo e publique seu próprio mapa do caminho.

Foz do Amazonas

O Brasil enfrenta contradições internas sobre o tema, ao mesmo tempo que defende a criação de um roteiro para a transição energética, o País tem investido na abertura de novas frentes de exploração de petróleo, como na Margem Equatorial, próximo à Foz do Rio Amazonas.

A presidência da COP30 também entregou um roteiro para que o mundo reverta o desmatamento até 2030. O documento traz propostas para cooperação internacional neste tema. O documento destaca a necessidade de ampliar o financiamento e fazer com que os mecanismos já existentes operem em capacidade máxima. Nesse sentido, a proposta cita o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) como um exemplo de mecanismo que deve ser fortalecido.

Papo Reto

•A Polícia Federal acompanha os focos de calor e investiga possíveis queimadas ilegais nas regiões de Santarém, Altamira, Redenção e Marabá. Não está afastada a origem criminosa nas ocorrências.

•Forças ambientais com 515 brigadistas e agentes federais informaram ter extinguido mais de 170 focos de incêndio no Pará. A operação segue por tempo indeterminado porque novos incêndios ainda são registrados.

•O Hospital Ofir Loyola recebeu aprovação para implantar o primeiro programa de residência médica em Radioterapia da Região Norte. Aliás, a seleção já está prevista para o primeiro semestre de 2027.

•Um homem com diabetes e infecção no pé aguarda transferência de Tomé-Açu para atendimento vascular especializado em Belém. É mais um capítulo do custo humano pela demora na regulação de leitos no Pará, pesadelo que parece nunca ter fim.

•Dois motociclistas morreram em acidentes diferentes durante a madrugada de Finados, em Belém. As ocorrências reforçam o peso da imprudência e da vulnerabilidade de quem circula sobre duas rodas.

•As novas regras do SAC obrigam empresas reguladas a oferecer atendimento através de humanos das 8h às 20h, inclusive em fins de semana e feriados. Em 80% das ligações, o contato humano deverá ocorrer em até 20 segundos.

•O Natea de Santarém registrou 2.169 consultas psicológicas entre abril e setembro. O serviço atende pessoas com transtorno do espectro autista e familiares da região oeste do Pará.

•Uepa e Fapespa abriram seleção para sete bolsas de pós-doutorado destinadas a projetos no interior paraense. As inscrições gratuitas seguem até 10 de novembro, com bolsas mensais entre R$ 5,2 mil e R$ 5,5 mil.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.