Lula reacende debate sobre mandato no STF e reabre discussão sensível entre Poderes País se habituou a criar dificuldades em nome do social para viver de facilidades Na pressão, governo quebra monopólio da travessia do Marajó, mas atropela rito
Alquimia

PF prende dois por venda ilegal de ouro e lavagem de dinheiro

Foram apreendidas armas, ouro e pelo menos R$ 200 mil em espécie

  • 646 Visualizações
  • 29/08/24 17:00
PF prende dois por venda ilegal de ouro e lavagem de dinheiro

Belém/PA. A Polícia Federal no Pará deflagrou nesta quinta-feira (29/8) a Operação Alquimia, para combate a crimes contra o meio ambiente e lavagem dinheiro nos estados do Pará e Maranhão. Foram cumpridos 11 mandados de busca e 2 mandados de prisão, além de duas prisões em flagrante por posse ilegal de arma.

O líder do grupo criminoso teve mandado de prisão preventiva cumprido em Parauapebas/PA e seu auxiliar direto foi preso também preventivamente em Santa Inês/MA. Apenas em Santa Izabel/PA, foram apreendidos cerca de R$ 200 mil em espécie, quatro pistolas, um fuzil, uma espingarda e máquina de contar dinheiro. Em Centro Novo do Maranhão/MA foram apreendidas duas armas, ouro e dinheiro; em Maracaçumé/ME foi apreendida arma; em Itapeva/MG, mídias de armazenamento e celulares. Em Ananindeua/PA foram apreendidos um carro e um aparelho celular. Dois presos por posse ilegal de arma foram levados para lavra de flagrante na Polícia Civil do Maranhão.

 

O alvo principal já havia sido preso duas vezes; uma vez foi flagrado transportando mais de R$ 1 milhão em espécie e, sete meses mais tarde, a Polícia Rodoviária Federal o prendeu também em flagrante com duas barras de ouro, de origem não declarada, escondidas no sapato.

 

A investigação identificou que o grupo criminoso extraía ouro no Maranhão e lavava os recursos obtidos de forma ilícita no Pará. Uma das formas de dissimular a origem ilícita do lucro era a quitação de boletos bancários de outras pessoas, em troca do saque do valor pago em dinheiro.

 

O pagamento na compra do ouro não era feito ao vendedor e sim em contas bancárias de diversas empresas, para dissimular a origem dos valores, em um esquema de fluxo estruturado. O minério era vendido para grandes centros como Minas Gerais e São Paulo, em circunstância que será mais bem esclarecida no avançar das investigações.

 

Fonte e fotos: Comunicação Social da Polícia no Pará

Mais matérias Cidades

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.