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MEIO AMBIENTE

Desmatamento cai, mas Amazônia ainda perdeu quase cinco árvores por segundo

Redução foi registrada em todos os biomas do País; na Amazônia, de 23,5% na comparação de 2024 para 2025.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 07/06/26 17:00
Desmatamento cai, mas Amazônia ainda perdeu quase cinco árvores por segundo
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desmatamento no Brasil, inclusive na Amazônia, caiu no ano passado para o menor nível desde 2019 e ficou, pela primeira vez, abaixo da barreira de um milhão de hectares de vegetação perdida, afirma um relatório divulgado pela rede de monitoramento MapBiomas.  Apesar do resultado, o ritmo de destruição continua sendo significativo. 

 

Durante a COP30, em Belém, governo se comprometeu a erradicar a exploração ilegal de madeira no País até 2030/Foto: Agência Brasil.

Na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, quase cinco árvores por segundo foram perdidas, segundo o documento. De acordo com o instituto, é como se 17 parques do Ibirapuera, em São Paulo, fossem desmatados todos os dias.

A redução do desmatamento aconteceu em todos os biomas do País. Na Amazônia, especificamente, a queda foi de 23,5% na comparação de 2024 para 2025. O bioma mais atingido foi, novamente, o Cerrado, que concentrou mais da metade do desmatamento do país.

Governo comemora

O resultado é uma boa notícia para o governo que tornou a luta contra o desmatamento uma bandeira, chegando a se comprometer, durante a COP30, conferência do clima da ONU organizada em Belém, no ano passado, a erradicar a exploração ilegal de madeira até 2030.

O presidente Lula, no entanto, é criticado por ambientalistas por seu apoio a um enorme projeto de exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Os números do desmatamento também contrastam com um pacote de leis aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados que, segundo ambientalistas, enfraquece os controles contra o desmatamento. As iniciativas, impulsionadas pela bancada ruralista, ainda precisam ser aprovadas no Senado.

Números assustadores

Em 2025, foram desmatados quase 985.000 hectares no País, 20,6% a menos que no ano anterior, segundo a rede MapBiomas, que iniciou seus registros em 2019. O dado não inclui as perdas por incêndios, mas no ano passado as queimadas também registraram uma queda significativa, após o recorde de 2024.

“O que a gente vê é o aumento das ações de fiscalização, de embargo, e o aumento da transparência dos dados sobre autorizações concedidas. E isso tem uma correlação direta com essa queda que a gente observa em todos os biomas brasileiros”, declarou à AFP Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas.

Segundo ele, 65% das áreas onde o MapBiomas identificou problemas de perda de vegetação foram alvos de ações concretas das autoridades em 2025. A relação havia sido de 54% em 2024 e de apenas 5% em 2019. O MapBiomas, que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia, atribui quase toda a perda de vegetação à expansão agropecuária.

Papo Reto

O senador Zequinha Marinho (foto) apresentou proposta para obrigar escolas a informarem pais sobre conteúdos relacionados à identidade de gênero e permitir atividades alternativas mediante solicitação dos responsáveis.

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Poço sem fundo: os Correios ampliaram o prejuízo para R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre. O resultado é 82,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o rombo foi de R$ 1,72 bilhão.

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Os números expõem uma combinação explosiva: queda de receitas, avanço contínuo de despesas e incapacidade operacional de reação. A pergunta que já circula até entre servidores é simples: quem apagará as luzes?

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.