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Comportamento

Uso de canetas emagrecedoras leva supermercados a rever prateleiras

Segundo Marcio Milan, vice-presidente da Abras, setor busca dados para orientar decisões sobre portfólio

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 26/04/26 12:00
Uso de canetas emagrecedoras leva supermercados a rever prateleiras

São Paulo, SP - A ampliação do uso de “canetinhas” associadas à saúde e ao bem-estar já começa a influenciar o comportamento do consumidor e leva o varejo alimentar a avaliar ajustes no mix de produtos, segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan.


“Esse movimento leva o supermercado a observar como o consumidor está mudando suas escolhas”, afirmou Milan, em entrevista à imprensa.

Segundo ele, o setor já observa um movimento de busca por dados e informações para orientar decisões sobre portfólio e sortimento, embora as mudanças ainda estejam em estágio inicial.


Segundo dados da Abras, o consumo nos lares brasileiros cresceu 3,2% em março na comparação com igual mês do ano passado. O indicador avançou 6,21% ante fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com alta acumulada de 1,92%.


O desempenho foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, além do efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias. Parte relevante do consumo ficou concentrada na última semana de março.


O avanço ocorreu em um contexto de maior disponibilidade de renda, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS.


“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, afirmou Milan.


O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março, a mais intensa do primeiro trimestre. Nos meses anteriores, as variações foram de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.


Para os próximos meses, o cenário ainda apresenta risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta. “A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para alimentos”, disse Milan.


No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional avançou 2,26% em março, passando de R$ 336,80 para R$ 344,40.


A entidade vê suporte adicional ao consumo no segundo trimestre com medidas como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS e o pagamento de restituições do Imposto de Renda, que tendem a reforçar a renda disponível das famílias.


Foto: Agência Brasil

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.