Polícia Federal expõe o método nacional e acende alerta na bancada do Pará Na pressão, governo quebra monopólio da travessia do Marajó, mas atropela rito Supremo determina afastamento de dois conselheiros nomeados sem concurso no TCM
Consumo inteligênte

Relaxe, ar-condicionado não é vilão da conta de energia

Pará tem a cobrança mais cara do Brasil, por isso fique atento as dicas de economia

  • 1463 Visualizações
  • 18/07/23 09:41
Relaxe, ar-condicionado não é vilão da conta de energia

Aparelhos de ar condicionado entre os níveis A e E, pelo sistema de classificação do selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), representam 30% a mais na conta de energia, de acordo com Alberto Hernandez Neto, professor do departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP.


Com base no uso de aparelhos de 9 mil BTUs por oito horas diárias, segundo a Light, empresa de distribuição de energia no Rio de Janeiro, o ar-condicionado pode representar 50,69% do consumo total de uma residência, segundo o jornal “O Globo”. Já a Enel estima que um equipamento Split de 15.000 BTUs, usado oito horas por dia, é capaz de gerar um gasto de R$ 211,93 por mês. Os números assustam, mas não precisam ser motivos de desespero. Com algumas atitudes básicas, é possível reduzir o valor da conta de luz sem abrir mão de um ambiente refrigerado e ainda contribuir para um menor impacto ambiental.


Modelos econômicos

O primeiro passo na hora de escolher um ar-condicionado é optar por aqueles que têm o Selo Procel A, que indica o menor consumo energético. Junto a isso, vale também selecionar modelos com tecnologias focadas em economia. Nesses aparelhos, o compressor funciona de forma ininterrupta, mas com uma potência bastante controlada. Além de evitar picos de energia, o sistema consegue chegar à temperatura desejada mais rapidamente, o que também ajuda a economizar.


Uso inteligente

A forma como qualquer aparelho é utilizado tem influência direta em seu consumo de energia ou bateria e, consequentemente, na vida útil.

Para gastar o menos possível com o ar-condicionado, é importante usá-lo de maneira inteligente. Os próprios aparelhos têm recursos muito úteis, como:


  • Eco: quando ativada na hora de dormir, a função se adequa à variação da temperatura do corpo durante o sono, mudando várias vezes ao longo da noite se necessário


  • Timer: programação de funcionamento automático do ar-condicionado; basta configurar a hora de ligar e/ou desligar com o controle remoto ou pelo aplicativo no celular (caso o equipamento tenha essa opção)


  • Sleep: o aparelho aumenta 1ºC após a primeira hora quando o recurso é ativado e mais 1ºC na segunda, permitindo menos esforço e menos consumo elétrico, mas mantendo uma temperatura agradável durante o sono


Outras atitudes básicas

  • Feche todas as saídas de ar quando o aparelho estiver ligado


  • Deixe a grade de ventilação livre


  • Certifique-se de que a potência do ar-condicionado (BTUs) é adequada ao tamanho do ambiente, frequência de uso, condições climáticas do local e usuários regulare


Hábitos de uso

Os hábitos de uso também são determinantes para o consumo de energia, valor da conta de luz e vida útil do aparelho. Além de usar as funções oferecidas pelos fabricantes e seguir as dicas acima, é importante utilizar o ar-condicionado apenas quando for necessário e de maneira a trazer conforto – afinal, passar frio dentro de casa também não é nada agradável.


Economia no dia a dia


  • Ligue o ar-condicionado apenas quando houver necessidade;


  • Desligue o aparelho quando achar que o ambiente já foi climatizado o bastante ou quando sair de casa ou do cômodo;


  • Tente deixar o equipamento entre 21ºC e 23ºC - ideais para o corpo humano, segundo a OMS;


  • Se o calor não estiver tão grande, refresque o ambiente com a ajuda de um ventilador ou abra todas as janelas e portas para permitir a circulação do ar.

Mais matérias Economia

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.