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Pressão judicial e exigências políticas tornam as filiações ativo de alto risco

Pré-candidatos enfrentam um mercado inflacionado, onde coerência pesa menos que viabilidade eleitoral.

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 31/03/26 08:00
Pressão judicial e exigências políticas tornam as filiações ativo de alto risco
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corrida por filiações partidárias rumo às eleições de 2026 deixou de ser um movimento político convencional. Nos bastidores, o que se vê é um balcão ativo, com exigências crescentes, negociações duras e uma lógica cada vez mais distante da coerência ideológica.

 

Em tempos da janela partidária, grande parte dos partidos opera sob a lógica da incoerência ideológica/Fotos: Divulgação.

O caso do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos - para manter o assunto na esfera paroquial -, sintetiza esse cenário. Pressionado por decisões judiciais e com o tempo político encurtado, Daniel Santos tenta construir uma alternativa partidária que acomode interesses divergentes - movimento visto, por adversários e aliados, como arriscado.

Alguns partidos de médio porte – como o Republicanos, que deve receber o ex-prefeito Manoel Pioneiro e o delegado federal Everaldo Eguchi, entre outros -, operam em lógica de sobrevivência. Inflacionam o custo de entrada, elevam o nível de exigências e transformam o abrigo partidário em ativo estratégico, tanto para fins políticos quanto religiosos. Não se trata apenas de abrir espaço - é preciso compensação política, estrutura e perspectiva de voto.

Exceção da regra

Nesse ambiente, o alinhamento programático perde terreno - exceção, ao que tudo indica, à Rede Sustentabilidade. Conforme nota publicada em Papo Reto, ontem, a Rede entrou no radar de quem faz conta - e conta bem - na montagem de chapas proporcionais. 

Com listas mais enxutas e equilibradas, a sigla reduz a canibalização interna e abre espaço para o chamado “candidato médio”, aquele que transita na faixa de 30 a 50 mil votos.   É considerada o abrigo ideal para quem não decola nas grandes legendas, mas também não aceita o papel de figurante, diferente dos partidos inchados, onde esse perfil se dilui: os votos tendem a se distribuir com menos distorção, premiando quem chega com base real, ainda que sem estrelato. 

E mais: no pacote, há dois bônus: a federação com o Partido Socialismo e Liberdade melhora a chance de bater o quociente eleitoral; e o tom progressista amplia a zona de conforto de candidatos que fogem de rótulos mais duros. O resultado é uma equação que começa a fechar para quem joga com régua e compasso.

Discursos e ajustes

No demais casos, porém, essa equação passa a considerar viabilidade eleitoral, exposição de risco e capacidade de financiamento. O discurso se ajusta depois. Além disso, a pressão judicial sobre atores relevantes adiciona uma camada extra de instabilidade. Pré-candidatos com pendências ou vulnerabilidades passam a negociar em desvantagem, aceitando condições que, em outro contexto, seriam politicamente inviáveis.

O resultado é um tabuleiro em que poucos jogam com folga. A maioria tenta sobreviver ao próprio movimento, equilibrando imagem, tempo e alianças. Filiação, hoje, não organiza projeto; precifica risco - virou cálculo na ponta do lápis e, muitas vezes, aposta contra o próprio prazo.

Papo Reto

·Informação encaminhada à coluna dá conta de que a deputada federal Alessandra Haber (foto) terá o PL como destino, e não o Podemos, que já abriga o prefeito de Ananindeua.

·A estratégia teria como manobrista o federal Éder Mauro, que mais do que abrigar Alessandra, quer confrontar Joaquim Passarinho.

·O PL também seria o destino do deputado estadual Bob Fly, apoiador de Daniel Santos, que tentará a reeleição.

·Nota do redator: as assessorias dos deputados Alessandra Haber e Éder Mauro não confirmam a informação - a de Alessandra diz que a parlamentar deve ir para o Podemos, mas ainda não decidiu. Bob Fllay não retornou à ligação.

·Foi inaugurado nesta segunda, 30, a maior estrutura de recarga para veículos elétricos de Belém, no Shopping Bosque Grão Pará, na Independência.

·Apesar do reforço, a iniciativa ainda é insuficiente para atender à alta demanda de veículos elétricos que circulam pela capital.

·O Irã confirmou, nesta segunda-feira, 30, a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri.

·De acordo com o comunicado, ele não resistiu aos graves ferimentos sofridos após um dos muitos ataques desferidos pelos Estado Unidos.

·O Ministério Público pediu informações à Seel e à empresa que gerencia o sistema de acesso facial ao Mangueirão sobre o tratamento de dados dos torcedores em dias de jogos.

·A medida atende determinações do Relatório de Impacto à Proteção de Dados e atua para identificar possíveis fragilidades na governança, transparência e segurança dessas informações.

·O presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcou para o dia 8 agora a análise da vacância do cargo de governador no Rio de Janeiro.

·Os ministros vão decidir se a eleição será indireta, feita pelos deputados estaduais, ou direta, quando a população vai às urnas votar.

·A OAB de Santarém pretende entrar com ação civil pública contra o banco Agibank dada a precariedade e desrespeito no atendimento aos idosos que procuram a agência.

·Os relatos são de longas filas ao sol e chuva na rua, falta de cadeiras para quem não consegue ficar em pé e ausência de segurança armada, expondo todos aos riscos de assaltos.

Mais matérias OLAVO DUTRA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.