Denúncia aponta pagamento contínuo a servidor fora do Estado e levanta questionamentos sobre controle interno.
ma denúncia encaminhada à coluna coloca sob suspeita a permanência de um servidor na folha da Polícia Científica do Pará sem a devida contraprestação de serviço. O caso envolve um médico, identificado como perito criminal, que estaria há cerca de dois anos recebendo remuneração regular sem exercer atividades no Estado.

De acordo com documentos apresentados, os vencimentos mensais giram em torno de R$ 9 mil. A função exercida, na área de medicina legal, é tipicamente presencial, o que, em tese, inviabilizaria sua execução à distância.
Atualmente, o profissional atua como residente em ortopedia em Joinville (SC), atividade de dedicação integral. Para isso, mantém registro ativo no conselho profissional daquele Estado, sem prejuízo da inscrição no Pará - condição necessária para permanência na folha estadual.
Dados do Portal da Transparência indicam ainda o recebimento de bolsa de residência médica, o que reforça o vínculo ativo fora do Estado.
Outro ponto levantado na denúncia diz respeito ao pagamento de diárias para supostas atividades periciais em municípios paraenses. Registros apontam liberações em diferentes períodos de 2025 e 2026, incluindo deslocamentos para Abaetetuba.
Segundo a documentação, os valores somariam cerca de R$ 3,5 mil por viagem. A consistência dessas informações, no entanto, depende de apuração administrativa, uma vez que os dados foram apresentados por fonte externa à administração.
Procurada, a direção da Polícia Científica do Pará informou, por interlocução indireta, que tem conhecimento do caso e que a situação foi encaminhada à Corregedoria para análise. Até o momento, não houve manifestação formal da Secretaria de Comunicação do Estado. Também não há confirmação pública sobre eventual procedimento disciplinar em curso.
Em casos que envolvem remuneração pública, o ponto central é sempre o mesmo: a correspondência entre pagamento e serviço prestado. Diante dos elementos apresentados, cabe à apuração oficial esclarecer os fatos - e, se for o caso, corrigir eventuais distorções.

•Em tema que repercutiu no feriado, o ministro Flávio Dino (foto) defendeu a abertura de um novo ciclo de reforma do Judiciário, 22 anos após a Emenda 45.
•A proposta ganhou peso político imediato com o apoio de Edson Fachin, que disse ver na agenda uma reflexão oportuna sobre eficiência, transparência e confiança pública nas instituições.
•A proposta de reforma do Judiciário apresentada por Flávio Dino carrega uma singularidade que merece nota. Vem de um ministro da Suprema Corte, mas não de um neófito na vida pública.
•Ao contrário, traz na bagagem a experiência de quem já percorreu o Executivo, como governador, e o Legislativo, como deputado e senador.
•Não se cogita, propriamente, de vício de origem. A reflexão é outra, mais sutil. Reformas constitucionais dessa envergadura têm endereço institucional bem delineado.
•A Constituição é clara ao indicar os legitimados para propor emendas, e não por acaso. Daí que a iniciativa, embora intelectualmente relevante e politicamente lastreada por uma trajetória plural, convida à lembrança de um princípio elementar.
•No desenho constitucional, forma também é substância. E, em matéria de emenda, o caminho importa tanto quanto o destino.
•Hugo Motta indicou Zé Trovão para relatar a MP do Frete. A escolha coloca no centro da discussão sobre o piso mínimo um deputado que foi um dos rostos da greve dos caminhoneiros de 2018 e que agora conduzirá o texto na Câmara.
•PT fluminense aprovou por unanimidade o apoio a Eduardo Paes na disputa pelo governo do Estado e confirmou Benedita da Silva para o Senado.
•Geraldo Alckmin trocou o comando do Ministério do Empreendedorismo durante o exercício interino da Presidência. Sai Tadeu Alencar, entra Paulo Henrique Rodrigues Pereira, ex-presidente do tradicional Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito do Largo S. Francisco.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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