Polícia Federal expõe o método nacional e acende alerta na bancada do Pará Na pressão, governo quebra monopólio da travessia do Marajó, mas atropela rito Supremo determina afastamento de dois conselheiros nomeados sem concurso no TCM
Valorização cultural

Museu de Ciências da Amazônia, MuCA, é inaugurado em Belterra, no Pará

Iniciativa mostra que o futuro pode ser sustentado por práticas tradicionais e modernas, criando novas formas de prosperidade para as gerações futuras

  • 668 Visualizações
  • 09/11/25 14:00
Museu de Ciências da Amazônia, MuCA, é inaugurado em Belterra, no Pará

Belém, PA - Belterra, no oeste do Pará, passa a contar agora com as atividades do MuCA, o Museu de Ciências da Amazônia. O espaço é visto como símbolo de esperança para um futuro sustentável e inovador, reafirmando que, para a preservação ambiental, é essencial alavancar o social. O MuCA integra ciência, cultura e empreendedorismo, com uma forte conexão com a ancestralidade da região amazônica.


O museu, inaugurado neste sábado, 8, é também um verdadeiro laboratório de inovação. Instalada sobre o solo da Terra Preta de Índio, um legado biotecnológico milenar, a iniciativa mostra que o futuro pode ser sustentado por práticas tradicionais e modernas, criando novas formas de prosperidade para as gerações futuras.


“A Terra Preta é a prova viva de que já existiu uma civilização capaz de regenerar o planeta. O MuCA é a materialização dessa inteligência, um lugar para aprender com o passado e projetar um futuro em que ciência e ancestralidade caminham juntas", afirma Luiz Felipe Moura, fundador e coordenador geral do MuCA.

A inauguração do museu não poderia ser mais simbólica. Aconteceu no momento em que líderes de países florestais tropicais e nações parceiras da agenda ambiental já se encontram em Belém para discutir os rumos do combate às mudanças climáticas e a transição verde.


A COP30 é um evento fundamental para a agenda global e, com a abertura do MuCA, Belterra se posiciona como um polo central de ciência e inovação, com foco na restauração florestal, na bioeconomia e no fortalecimento das comunidades locais.

O MuCA, em parceria com o Sebrae, busca gerar uma transformação social profunda. Através de sua Escola Agroflorestal, o museu está formando jovens empreendedores como “empreiteiros da restauração”, prontos para atender à crescente demanda global por serviços de regeneração de ecossistemas e mitigação das mudanças climáticas.


A iniciativa propõe soluções sustentáveis que conectam o conhecimento ancestral das comunidades amazônicas com as necessidades do mundo contemporâneo, criando um ciclo virtuoso de aprendizado e desenvolvimento.


A Casa 1, um centro cultural restaurado que se torna um restaurante-escola, reforça essa proposta, oferecendo a oportunidade de entender como a biodiversidade da Amazônia pode ser um modelo para a alimentação e saúde epigenética. Ao promover a nutrição baseada em alimentos naturais e não ultraprocessados, o MuCA também propõe uma reconexão com as raízes culturais da região, com foco na saúde, bem-estar e sustentabilidade.


O espaço também ressalta a urgência de se integrar as dimensões social e ambiental para alcançar um futuro verdadeiramente sustentável. O evento marca o início de uma jornada que pode redefinir a maneira como o mundo vê a floresta e a prosperidade, com um foco particular no desenvolvimento local e na geração de empregos qualificados, especialmente entre os jovens.


Foto: Divulgação

Mais matérias Cultura

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.