Campeã mundial de subsídios, que alcançam do monopólio das terras, fertilizantes e até pedágios de caminhões, país asiático dita a política global de preços, asfixiando quem de fato produz com eficiência.
A relação comercial entre Brasil e China é intensa e estratégica, mas o Brasil tem assumido, claramente, uma posição de crescente e preocupante dependência. O país asiático, onde 100% das terras são do governo, que subsidia por lá do adubo aos pedágios, já é de longe o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro.
Em 2025, por exemplo, o agro nacional exportou um volume recorde de US$169,2 bilhões, e as vendas para a China somaram US$100 bilhões, um crescimento de 6% no ano.
Ou seja, a China responde por um terço de todas as exportações agrícolas do Brasil - US$ 49,7 bilhões só em 2024.
Na prática, significa que os chineses já consomem a maior parte de alguns dos nossos principais produtos. Em 2024, eles absorveram 73% das exportações de soja e 46% da carne bovina brasileira, este último um percentual altíssimo para um mercado único.
Em 2025, com a disputa tarifária entre Pequim e Washington, o Brasil bateu recorde de exportações de soja, com 80,9 milhões de toneladas embarcadas para o país.
Embora isso traga benefícios comerciais de curto prazo, o poder da China se torna evidente e gera alertas, pois um acordo de paz entre os EUA e a China no final de 2025 provocou queda de 40% no prêmio pago pela soja brasileira. Sabe quem pagou a conta? Os produtores verde e amarelo.
A China também garante suas compras a longo prazo através de investimentos estratégicos. Para o leitor ter ideia da situação, aestatal COFCO - agora uma das maiores tradings do Brasil -, não apenas compra, mas também já controla a infraestrutura de logística e escoamento em portos como Santos.
Em outra escalada, uma estatal chinesa recebeu autorização para comprar ou arrendar terras brasileiras para plantar soja, milho e algodão.
Essa influência, claro, tem gerado dependências preocupantes. O país se tornou a maior fonte de fertilizantes do Brasil, setor em que Rússia e China já somam 50% das importações.
Além disso, a China ampliou sua presença em toda a cadeia produtiva, atuando na comercialização e fornecimento de insumos e sementes, principalmente o milho.
Duping estatal em escala continental, esse é o inimigo oculto que estamos falando, quando o assunto são os riscos que ameaçam o futuro da segurança alimentar no Brasil.
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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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