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ELEIÇÕES 2026

Com 158 milhões de votantes, eleições deste ano entram oficialmente em cena

Cadastro eleitoral é o maior da história, voto em trânsito já pode ser solicitado e partidos passam a cumprir regras rígidas de transparência.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 21/07/26 09:00
Com 158 milhões de votantes, eleições deste ano entram oficialmente em cena
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erminada a Copa do Mundo, o calendário político brasileiro entra definitivamente em campo. As eleições gerais de 2026 deixam de ser uma expectativa e passam a integrar a rotina dos partidos, candidatos e eleitores. Na última segunda-feira, 20, o presidente Kassio Nunes Marques e o Corregedor-Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Antônio Carlos Ferreira, confirmaram que 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar em outubro, quase 2,3 milhões a mais que em 2022.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e o Corregedor-Geral, ministro Antônio Carlos Ferreira, confirmaram os novos números/Fotos: Divulgação.

Além da atualização do eleitorado, o início do período eleitoral também traz mudanças práticas para quem pretende votar fora do domicílio e para candidatos e partidos, que passam a cumprir regras mais rigorosas de arrecadação, movimentação financeira e prestação de contas.

O voto em trânsito

Eleitores que estiverem viajando no primeiro turno, em 4 de outubro, no eventual segundo turno, em 25 de outubro, ou nas duas datas, já podem solicitar o voto em trânsito. O prazo termina em 20 de agosto.

Quem possui biometria cadastrada pode fazer o pedido pelo autoatendimento da Justiça Eleitoral, mediante validação facial pelo aplicativo e-Título. Também é possível realizar o procedimento presencialmente em qualquer Central de Atendimento ao Eleitor ou Zona Eleitoral, sem necessidade de agendamento.

Dinheiro sob lupa

A partir deste processo eleitoral, partidos e candidatos deverão informar à Justiça Eleitoral todos os recursos recebidos para financiamento de campanha em até 72 horas após cada arrecadação, permitindo divulgação quase imediata das informações na internet.

Outra exigência é que qualquer movimentação financeira somente poderá ocorrer depois da obtenção do CNPJ da campanha e da abertura de conta bancária específica, medida destinada a ampliar o controle sobre receitas e despesas eleitorais.

Norte toma a ponta

Embora o Sudeste continue concentrando a maior parte do eleitorado brasileiro, foi a Região Norte que registrou o maior crescimento proporcional entre 2022 e 2026. O número de eleitores passou de 12,56 milhões para 13,1 milhões, aumento de quase 549 mil pessoas. Os maiores avanços ocorreram em Roraima, Tocantins e Mato Grosso.

Outro dado que chama atenção é o crescimento do eleitorado residente no exterior. Quase 919 mil brasileiros estarão aptos a votar fora do País, um aumento superior a 220 mil eleitores em relação às últimas eleições gerais.

Os maiores colégios

São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do País, com mais de 34 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Juntos, esses cinco Estados concentram mais da metade de todo o eleitorado brasileiro, reforçando seu peso estratégico nas disputas presidenciais e nacionais.

Cadastro mais diverso

As estatísticas do TSE também apontam um cadastro eleitoral mais completo em relação às informações de raça e cor, reflexo do maior preenchimento da autodeclaração pelos eleitores.

As mulheres continuam maioria entre os votantes, representando 52,84% do eleitorado nacional. O contingente de jovens com até 18 anos permaneceu praticamente estável em relação ao pleito anterior.

Com o calendário eleitoral oficialmente em movimento, a disputa entra agora na fase menos visível para o eleitor, mas decisiva para partidos e candidatos: formação de alianças, montagem das chapas, definição de estratégias e arrecadação de recursos. É nos bastidores que a campanha de 2026 começa a ser efetivamente construída.

Papo Reto

·O Conselho Nacional dos Direitos Humanos denunciou à ONU e à Fifa episódios de racismo, discriminação racial e discursos de ódio registrados durante a recente Copa do Mundo.

·Há quem garanta que os supostos fatos relatados pelo órgão do governo brasileiro têm boas chances de dar em pizza.

·Começou ontem e vai até 20 de agosto o prazo para solicitar o voto em trânsito, através do autoatendimento eleitoral, disponível nos canais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

·Graças à interferência e articulação de lideranças do setor, e não do governo, o couro brasileiro ficou isento na nova lista de produtos taxados pelos EUA.

·A própria equipe econômica de Lula foi obrigada a admitir, oficialmente, que vai torrar pelo menos R$22,6 bilhões a mais do que poderia este ano 2026.

·A informação está no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, que mantém dados atuais das receitas e despesas da administração federal.

·Os números não mentem: Lula pretende arrancar R$6,34 trilhões dos endividados pagadores de impostos, sabendo que vai gastar R$6,36 trilhões.

·O governo, aliás, gastou uma tonelada de óleo de peroba para anunciar o plano de R$130 milhões da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos para diversificar exportações e atenuar o impacto do novo tarifaço americano, estimado em US$11 bilhões.

·Com mais de 70 anos produzindo pneus no Brasil, a Michelin fechou sua fábrica em São Paulo, deixando 350 pais de famílias na rua da amargura.

·A concorrência dos pneus da China, que hoje custam aqui menos que o preço de produção dos pneus nacionais, leva o "crédito" por mais uma emblemática falência. 

·A nova gasolina com 32% de etanol virou um tormento sem solução aparente para quem utiliza motores náuticos - principalmente os mais antigos ou importados -, que não foram projetados para esse tipo de mistura.

·Segundo os técnicos, o álcool acelera a corrosão de metais e degrada borrachas e plásticos do sistema de combustível dos equipamentos náuticos, incompatíveis com teores acima 10%.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.